Outubro 30, 2009
Agosto 26, 2008
Agosto 16, 2008
Agosto 03, 2008

Apaga.... tentar voltar a escrever... palavras soltas... sentimentos desfragmentados... dúvidas no sim da certeza... negação da vontade de sumir... justificações absurdas da vida... ficar parada a olhar... abdicação da vida.... escrever sentidos nunca vividos... adormecer na terra... asas quebradas... a redoma dissolvida.... palavras com conexão... psicose induzida... ser mais do que eu... egoísmos dos outros em mim... noites passadas em vão a dormir.... lua vermelha.... passado manchado.... a tua ausência.... a tua presença.... escuro do dia em que partiste... sorrisos nostálgicos.... gargalhadas na memória... ser tão agradável a desordem do caos do coração... apaga... escreve na na palma da mão... inquietude nesse calmo a olhar... pensamentos puros na sua perversidade inerente... apaga... impossível... só rasurar....apaga... apaga... apaga....palavras soltas nos sentimentos desfragmentados na dúvida da certeza que é a negação da vontade de sumir para que as justificações absurdas da vida fiquem paradas a olhar na sua abdicação para puder escrever sentidos nunca vividos até adormecer na terra pousando as suas asas quebradas numa redoma dissolvida nas palavras com conexão trazidas pela psicose induzida de ser mais do que eu é ser o egoísmo dos outros em mim nas noites passadas em vão a dormir sob o olhar das lua vermelha recordando um passado manchado pela tua ausência pela tua presença mas no dia em que partiste restaram os sorrisos nostálgicos as gargalhadas na memória como é agradável a desordem do coração apaga e escreve na palma da tua mão a enquietude nesse teu calmo olhar porque os pensamentos puros estão na sua perversidade inerente apaga mas é impossível só rasurar apaga não consigo apagar "apaga as estrelas, vem dormir comigo no esplendor da noite do mundo que nos foge."
Fotografia de Paulo Madeira in Olhares.com
Julho 02, 2008
Não contes a ninguém do nosso segredo, já não é mistério, descobrimos os dois que somos o pecado. Não finjas para ninguém que o meu corpo não é carne, descobrimos os dois que é dele que vem o pecado. Não fujas com o olhar para o mundo, descobrimos os dois que ele é cruel julgando o nosso pecado.
Não pecas mais negando o nosso pecado, descobrimos que não resistimos, são peles que se encendeiam ao se tocar. Não me olhes assim com esse sentimento, continuo aqui, pecando sozinha sem pecado, só em segredo só. Não... não... não.... olha para a tua pele, estou tatuada nela, o meu cheiro vive agora em ti, os meus sentidos refugiaram-se na tua alma... não... não... não... não negues mais, descobrimos que nos ama-mos, já não é segredo para o nosso desejo... não... não.. não pode existir mais obstáculos. Não contes a ninguém este segredo, mas chegou o tempo, descobri que tu começas quando o meu pecado acaba.
Não pecas mais negando o nosso pecado, descobrimos que não resistimos, são peles que se encendeiam ao se tocar. Não me olhes assim com esse sentimento, continuo aqui, pecando sozinha sem pecado, só em segredo só. Não... não... não.... olha para a tua pele, estou tatuada nela, o meu cheiro vive agora em ti, os meus sentidos refugiaram-se na tua alma... não... não... não... não negues mais, descobrimos que nos ama-mos, já não é segredo para o nosso desejo... não... não.. não pode existir mais obstáculos. Não contes a ninguém este segredo, mas chegou o tempo, descobri que tu começas quando o meu pecado acaba.Fotografia de Ricardo Costa in Olhares.com
Junho 17, 2008
Another old memory II
[...]sinto uma enorme vontade de te tocar. Resisti.
O vento insípido sopra em minha face…
Um arrepio caloroso.
Fecho os olhos e vejo as linhas do teu corpo e sinto o teu cheiro.
E aquele cheiro a ser tão real, e a imagem do teu corpo a estar tão perto de mim,
o teu cheiro na minha pele, consigo pressenti-lo.
Meditações…Aqui está a intensa vontade de quem quer ir mais além,
do que as estrelas utópicas que brilham lá do alto.Ideias…
Vagamente passeio pelas minhas memórias.
Momentos, imagens, sons, cheiros, o teu cheiro, o teu cheiro e o teu toque.
Viajo esporadicamente dentro dos meus pensamentos…
ideias que se idealizam e que se tentam transpor para este mundo cruel.
A realidade tão dura de se acreditar…e se as estrelas deixassem de brilhar?
Onde estariam os sonhos que partilho?Uma vontade enorme de querer mais…
de poder mais, de ser mais, de desejar mais e fazer. Mais.
30 de Junho de 2007
Junho 14, 2008
Os Livros
em cada página, o teu olhar. em cada montanha,
a tua voz. deixa-me falar contigo. lembro-me
tão bem de tudo o que me disseste.
as palavras existem. eu quero encontrar-te
sempre, em cada noite, sobre a mesa de papéis
desarrumados onde desarrumo a nossa vida.
em cada página, os campos. em cada montanha,
tu a chamares-me. as páginas são, outra vez,
o dia em que nasci. lembro-me tão bem de tudo.
passam anos sobre as palavras. os dias existem.
seguro os livros como se segurasse a tua voz
e, quando alguém diz o teu nome, eu continuo a responder.
e, quando alguém diz o teu nome, eu continuo a responder.
José Luís Peixoto
Fotografia de Adriano Batista Olhares.com
A mim própria e à outra dentro de mim
Preciso de sentir o toque as emoções os cheiros o calor
os risos os sabores os livros os sentimentos
os arrepios os lugares as cores
os conhecidos o frio o desconhecido o stress a vontade
a calma a comida a música o silêncio
o sol o ser tocada o conhecido o mar
o barulho a mim própria e à outra dentro de mim
Preciso de sentir para me sentir viva.
Fotografia de Marta Ferreira in Olhares.com
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